BRASIL: GESTÕES FRANKSTEIN, ONDE SE PEGA UM PEDAÇO DE CADA COISA E REMENDA

por Thiago Costa , 25/05 às 07:30 em 3 Brasil

BRASIL: GESTÕES FRANKSTEIN, ONDE SE PEGA UM PEDAÇO DE CADA COISA E REMENDA – RUMOS DA ECONOMIA

O corte no orçamento da União de R$ 69,9 bilhões e a consequência de má gestão e a falta de função de estado. A reforma fiscal está saindo em doses homeopáticas, porem uma coisa e certa o empresariado (comerciantes) não aguenta mais essa carga tributária e não aceita mais impostos, estamos comendo arame farpado e o governo não faz aparte dele.

Ilustração (Foto: Reprodução/Internet)Sabemos pouco sobre o ajuste fiscal, mas uma coisa sabemos com segurança, o ajuste por questões aritméticas terá que ser alimentado com aumento de impostos, ou reduzindo as despesas, ou uma combinação das duas coisas.
Sabemos que aumento de impostos são poucos duráveis e pouco eficiente. Os ajustes que dão ênfase ao corte de despesas são mais duráveis e mais eficientes para recuperar a economia e o crescimento do país. Isso e seguro, pois existe centenas de experienciais sobre isso no mundo, mas quando se faz aumento de impostos normalmente em qualquer política econômica nós temos dois efeitos, um e que provavelmente vamos reduzir o PIB, e o segundo efeito e como a distribuição desse PIB vai se dividir entre trabalho e o capital.

O ajuste para ser razoável tem que ser equânime, ele tem que dividir os custos, pois é uma maneira mais equilibrada e leva em conta essa equanimidade. Está mais que na hora de pensar, pois temos um estado, (maquina pesada) com 39 ministérios, aproximadamente 37 fundações, 128 autarquias e 140 empresas estatais, fica difícil acreditar que não tem espaço para mudanças realmente importante nessa estrutura gigante.

O país precisa voltar o orçamento de base (O orçamento tradicional considera os valores realizados em períodos anteriores que são ajustados por alterações projetadas de preço e volume. No orçamento de base, partindo do zero, cada item do orçamento precisa ser explicitamente aprovado, e não apenas as alterações em relação ao ano anterior), precisamos reprogramar este estado (país), pois foi construído meio Frankenstein, onde pega um pedaço de cada coisa e remenda, os ministérios são só a ponta do problema, são só aparência e serve para acomodar apadrinhados políticos, o que é um negócio maravilhoso, isso e o tal presidencialismo de coalizão, que nem preside e nem coaliza, e mais cooptação, ou melhor dizendo de acomodação.

Não dá para acabar com os ministérios de uma hora para outra, mas se faz necessário encarregar alguém para cuidar disso, redimensionar a estrutura de governo, você não vai diminuir o tamanho do estado cancelando os ministérios e substituir por secretárias, isso não resolve o problema do Brasil. Tem que delegar a um ministro (fazenda ou planejamento) para fazer isso de uma forma organizada.

O problema e a resistência, pois ela vem de quem já está instalado, não querem mudanças, isto e a coisa mais danosa. Na realidade a esquerda no governo e reacionária quer conservar tudo aquilo que ela acha que conquistou como direito, não querem mudança de forma alguma, só que, o que está ai não cabe no PIB do país, por tanto se o governo não fizer o ajuste fiscal por bem, o mercado vai fazer por mal.

Fonte: Entrevista com professor Delfim Neto no Canal Livre da Band, em 27/04/15.

ADENIL COSTA - COLUNISTA Delegado do CRECI/RJ – Delegacia Regional de Campo Grand
Ex-Subprefeito da Zona Oeste/RJ – de 2001 até 2006.



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