Fernando Pinto - 20/08

por Thiago Costa , 20/08 às 08:00 em 5 Colunistas

 

Garimpo do Ouro.

Primeiro preciso me desculpar com meus leitores, já faz algum tempo que não escrevo, mas quem tem o hábito de escrever sabe bem que momentos de pouca inspiração podem acontecer, em respeito aos que me acompanham eu preconizo escrever apenas quando minhas palavras forem levadas para a reflexão e a ação, não irei nunca escrever por obrigação, mas sempre tomarei o cuidado de escrever com conteúdo.

               Para este texto vinha pensando nos jogos olímpicos e em toda esperança que o povo brasileiro despeja em nossos atletas para a conquista do ouro, fiz um paralelo desta esperança dourada, com a esperança de outrora onde muitos foram atrás do sonho do ouro nos garimpos do Brasil. Sempre ele o sonho dourado de uma vida melhor, da riqueza, da fama, do sucesso, do primeiro lugar, seja no garimpo dos jogos olímpicos ou nos garimpos de verdade, no fundo o que todos querem é o ouro e tudo que ele pode te proporcionar.

               Seguindo o paralelo, percebemos que assim como no garimpo da vida real, o ouro é para poucos, fatalmente assistiremos cenas de vários atletas brasileiros tentando e tentando, é obvio que não podemos desmerecer nossos grandes símbolos de superação e glória, invariavelmente assistimos histórias de pessoas que superaram tudo que precisavam para chegar ao seu lugar de destaque, seja no esporte, seja na vida.

               O esporte traz um exemplo de que o esforço vale a pena, mas que também precisamos de investimentos, sonhar com ouro, assim como os garimpeiros sonhavam em Serra Pelada, não é tão simples assim, por vezes aos nossos atletas não falta competência, vontade e força de superação, mas vale lembrar que nos outros atletas também são ingredientes que os movimenta. Mas então qual é a diferença, o que fará nosso esporte e nossos atletas melhores? Bem a resposta é simples, INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO.

               Alguns vão dizer mais uma vez que estou enlouquecendo, que uma coisa não tem nada com a outra, mas investir em educação não é apenas construir escolas, ensinar o ABC e por aí vai, investir em educação é manter mente sã e corpo são. Lembrar de Darcy Ribeiro com sua ideia de Centro Integrado de Educação Pública (CIEP), ideia que foi negligenciada pela política, lá existia sim toda a possibilidade de se formar cidadãos e porque não atletas, seria possível deixar nossas crianças em horário integral nas escolas.

               Escuto sobre o tal Legado Olímpico, mas sempre batemos nas teclas da mobilidade urbana e de alguns poucos estádios / arenas, estes que foram em muitos casos construídos em estruturas temporárias, chega-se à pobre demagogia de dizer que no lugar de algumas arenas na Barra da Tijuca serão construídas escolas, vamos lá, sinceramente, alguém acredita que a maioria daquela população necessita de escolas públicas, não quero ter uma visão elitista, mas por exemplo uma escola na Cidade de Deus seria muito bem-vinda.

Vamos pensar um pouco, construir escolas é sempre muito bom, mas precisamos primeiro reforma a estrutura das escolas já existentes. Escuto muito na atualidade as autoridades falando em policiamento de proximidade, o que vocês acham de copiar políticas públicas que dão certo, tal qual a médico de família. O que acham de um programa que se chame Professor de Família, um professor que acompanharia a progressão da educação nas famílias, incentivando e apoiando não somente os filhos, mas toda a família para mudar seu patamar de educação e cultura?

Por que não investimos em nossos já criados Centros Esportivos e óbvio investimos em outros para criar também o que chamo de educação integrada, a ideia seria integrar escolas de uma determinada região com os Centros Esportivos, usar os chamados Ônibus da Liberdade para deslocar os alunos até estes centros e lá eles seriam direcionados a prática de esportes e também teriam um acompanhamento médico esportivo com postos montados nestes centros de esportivos. As refeições seriam feitas nas escolas e centros de esportes, ao final do dia os alunos seriam encaminhados para suas casas e periodicamente acompanhados por agentes comunitários de educação.

Vou tentar ilustrar a ideia, lembrando que podemos dividir os alunos em dois turnos, desta forma, o aluno que o aluno que estuda no período da tarde pode fazer o fluxo inverso.

 

 

               Alguns vão chamar de utopia, mas tenho certeza que esta ideia, tem o poder de ocupar de forma positiva nossas crianças e jovens, criar cidadãos saudáveis e preparados para a vida, bem como de forma indireta estaremos abrindo vários postos de trabalho para uma gama enorme de profissionais, mas também deixaremos as famílias tranquilas para poderem ir ao trabalho e saber que seus filhos estão sendo bem cuidados.

               Alguns vão perguntar, e nos finais de semana? As escolas podem ser centros de estudos de arte, os centros esportivos podem ser verdadeiras áreas de lazer para as famílias onde seus filhos poderão demonstrar tudo o que estão aprendendo com os esportes.

               É uma ideia arrojada, mas certamente não abre espaço para o desvio dos jovens, garante uma quantidade mínima de refeições e também a tranquilidade das nossas famílias.

               Enfim, sabemos fazer festa, eu fui assistir alguns jogos e estamos de parabéns, mas talvez apenas saber fazer festa, contribui para nosso espírito de “vira-latas”, está na hora de mostrarmos que “essa gente bronzeada” pode ser sim o protagonista da festa.

 

Fernando Pinto

 

 

 

 

Para onde estou conduzindo a minha carreira? 29/04/2016

 

               É de conhecimento da grande maioria das pessoas que uma empresa quando vai lançar um produto ou serviço no mercado, normalmente se faz um estudo para saber se o mercado irá aceitar o produto e quem são os seus concorrentes, pesquisa a matéria prima ou insumos do seu produto ou serviço, fornecedores, calcula quanto seu produto vai custar e como ele se compara com o mercado.

               Indo mais longe, quando uma empresa decide entrar em um mercado novo, ele precisa pesquisar ainda mais, além de tudo aquilo que já citamos anteriormente a empresa precisará se especializar naquele seguimento, precisará contratar profissionais experientes no ramo para que eles consigam levar sua experiência para dentro da empresa e desenvolver passo a passo o novo seguimento.

               Chegando ao extremo, quando uma empresa decide ser líder em seu segmento, quando ela decide ser a referência, a marca Top of Mind, aquela marca objeto do desejo dos consumidores, certamente ela não conta com a sorte ou o destino, esta empresa investe em pesquisa, tecnologia, investe em tudo que fará com que sua marca, seu produto ou serviço, seja sempre a primeira escolha do consumidor.

               Neste ponto do texto você profissional bem esperto como é, já deve ter estabelecido o paralelo que vamos descrever a seguir. Como você se lança no mercado? Quando você decide mudar de carreira ou seguimento, qual será sua estratégia? Quando você decide se tornar um profissional desejado pelas empresas, qual é o diferencial que você irá apresentar ao mercado para ser o objeto do desejo das empresas?

               Assim como fazem as empresas, para o profissional ingressar em um segmento de mercado, exigirá dele alguma pesquisa, primeiro precisa entender a sua concorrência, como estão qualificados os profissionais deste segmento, qual formação, quais especializações são necessárias, qual é o valor do salário médio pago neste segmento, tempo médio de experiência ou de permanência neste segmento, enfim entender todo o movimento do mercado e dos profissionais que atuam nele.

               Então você está no mercado e resolve mudar de segmento, assim como as empresas você deverá fazer tudo o que já falamos e mais uma vez como as empresas, precisa entender este novo segmento e se é viável este movimento, se você tem “caixa” para encarar um insucesso, se você tem maturidade profissional para realizar este movimento de forma sólida. Lembre-se que toda e qualquer mudança envolve riscos, mas os riscos podem e devem ser calculados e contingenciados.

               Enfim, sou um profissional maduro e desejo me tornar o objeto de desejo das empresas. Bem aqui também não tem novidades, precisa saber o que estudar, no que vai apresentar como diferencial, qual o tamanho deste mercado, decisões como ser referência em uma determinada região, uma determinada cidade, estado ou país, irão determinar o tamanho do esforço e tempo que você terá que empreender em sua carreira para que isto aconteça. Neste ponto não basta apenas pensar no possível, este alguém já fez, aqui é necessário pensar no impossível.

 

               Lembre-se que você pode escolher em que ponto você deseja chegar, mas sem planejamento e esforço, estudo e aperfeiçoamento, sua meta não passará de um sonho. 

 

 

Eu quero meu BRASIL de volta.

FERNANDO COSTA PINTO·

Quem me conhece um pouquinho, sabe que tenho minhas convicções políticas e opiniões muito bem firmes sobre o que penso. Neste momento de "histeria coletiva" vou me colocar como cidadão, peço aos amigos que compartilhem se acharem que vale a pena.

Vamos lá, tanto o lado que grita fora Dilma, quanto o lado que grita fica Dilma, deveriam para um pouquinho e pensar como cidadãos, nosso país não pode ser tratado como uma partida de futebol, com torcida contra e á favor, precisamos ter a coerência de ir para as ruas de forma a manifestar nossa indignação com a classe política e a corrupção que corrói o Brasil. Precisamos pensar que como na nossa vida cotidiana existem os bons e os maus profissionais, temos também os bons e maus políticos, temos que entender de uma vez por todas que se temos maus políticos empossados, foi porque votamos neles.

Parar com a divisão, ir para as ruas gritar á favor do Brasil, parar com o espetáculo, deixem a Justiça trabalhar, parar de transformar tudo em um espetáculo e punir exemplarmente todos os culpados, sem exceção. Acho que o Judiciário deveria ir até as últimas consequências, investigar, julgar e punir, quem está no poder e também quem está na oposição, sejam PT, PSDB, PMDB, P... enfim, todos.

Sugiro ao povo deixar a "paixão de torcedor de um time" de lado e fazer como fazemos nas Copas do Mundo de Futebol, vamos todos unidos para as ruas abraçados, sejamos apoiadores de qualquer convicção política, esqueçam nesse momento, somos todos BRASILEIROS.

Vamos marchar juntos, TODOS, sem lado, á favor do BRASIL,vamos mostrar aos políticos que podemos mais, sejam eles de que partido forem, são nossos representantes, eleitos por voto, mas assim como colocamos eles no poder, temos o PODER de tirar, ninguém, eu digo ninguém é maior do que uma NAÇÃO, ninguém, repito ninguém é maior do que o BRASIL.

Alguns vão me chamar de hipócrita, outros de sonhador, mas foi mantendo posições firmes e me expressando com coerência que conquistei uma vida, uma carreira, uma família, agora não poderia ser diferente vou continuar com minhas convicções políticas, mas eu que meu BRASIL de volta.

VAMOS PARA AS RUAS UNIDOS COMO POVO, SEM COR, SEM PARTIDO, SEM LADO POLÍTICO. O BRASIL É DOS BRASILEIROS.



Rio 2016, Cidade Olímpica, cidadãos atrasados. 30-01-2016

O Rio de Janeiro pode ter ganho o direito de ser uma cidade privilegiada em sediar Jogos Olímpicos, mas em meu coração, não somos merecedores disto. Bem vou explicar porque antes que alguém mande um homem bomba até minha casa, mas também não tenho certeza que isto não acontecerá após minha explicação, mas fica aqui o benefício da dúvida.

No sábado passado acordei cedo tomei um belo café da manhã, sem muita pressa, com minha esposa e meu filho, bem ao final peguei meu contrabaixo e fui para minhas aulas, meu filho prontamente se disponibilizou a sair comigo, mas naquele momento minha única preocupação era saber o que encontraria na rua, pois no dia anterior o Rio de Janeiro sofreu com muita chuva.

Saí de casa por volta das 10h da manhã e a minha expectativa era ao menos ver a empresa de limpeza urbana fazendo seu trabalho de limpeza, mas daí veio a minha primeira decepção, o que vi nas ruas foi um monte de lixo, folhas e tudo mais, olha que moro em um lugar urbano, tem um shopping a 500 m da minha casa. Fui para minha aula e fiquei lá até umas 11:15h, voltei para minha casa, ia buscar minha esposa para irmos ao mercado, como disse moro próximo a um shopping e para chegar até minha casa, é necessário fazer um retorno na rua lateral deste shopping, lá fui eu, parei no sinal e reparei um gari fazendo seu trabalho, como admiro a profissão e considero uma classe quase que injustiçada, sempre que os vejo e consigo, paro para admirar o trabalho deles, mas desta vez eu me dei mal, o cidadão varria alguns copos da calçada para dentro do canteiro de plantas do shopping, sem a menor cerimônia, o mau profissional tirava o lixo da calçada e acumulava nos jardins do shopping, por certo que algum cidadão mal educado jogou aquele copo ali e outros o acompanharam em sua má educação e também jogaram outros lixos, mas aquele profissional a quem tanto admiro a profissão, continuou a sequência terrível de má educação. Jogando o lixo ali. Ele estava “livre do problema”, procurei imediatamente um local para parar o carro, mas o sinal abriu.

Peguei a esposa e fomos os três para o mercado, já saindo de casa, pude verificar que o trânsito estava horrível e mais uma vez a falta de educação imperava, motoristas fechando os cruzamentos, motociclistas tentando virar raio X e passar por dentro dos carros, gente fumando ao volante com o braço para fora do veículo e nenhuma autoridade do estado, seja um policial, um guarda municipal, simplesmente nada, mesmo achando que um povo educado não precisaria destes agentes para organizar o trânsito, vivemos uma condição que infelizmente não nos permite abrir mão destes profissionais para garantir o mínimo de ordem no trânsito. Mas uma pequena surpresa desagradável ainda faltava, ao chegar no estacionamento que estava quase lotado, verifiquei uma vaga livre e ao tentar estacionar meu carro que é bem grande, verifiquei que aquela vaga livre estava com os meus vizinhos de estacionamento, vamos dizer, com problemas de visão, tanto o carro da direita, como o da esquerda, estavam com suas rodas ultrapassando a marcação amarelo fluorescente do piso, acho até que a culpa é da cor da marcação, mas não podia acreditar que estaria vivendo um dia tão complicado, cheio de pessoas mal educadas ao meu redor.

Enfim uma alegria, cheguei ao açougue que tenho o hábito de comprar e como sempre fui muito bem atendido pelo sempre sorridente açougueiro. Comprei minha carne e completei minhas compras com alguns produtos naturais e suplementos que compramos em uma lojinha do mercado, e para esta também destaco a alegria e educação que fui tratado, aquele momento foi reconfortante para minha mente, pensei sozinho, nem tudo está perdido.

Saindo do mercado, voltamos a vida “normal”, por vezes fomos atropelados por pessoas que insistem em andar pela rua de cabeça baixa, usando aplicativos de celular para “bater papo”, bem além de uma grande falta de educação sair pela rua dando trombada nos outros por estar de cabeça baixa, acho que os usuários destes aplicativos já passaram dos limites, as pessoas não conseguem mais uma interação real, vivem neste mundo virtual e inconsistente, mas isto é outro assunto.

Mantendo o sorriso no rosto, continuamos nossa caminhada até o estacionamento, pois estávamos em família e nada poderia nos abalar aquele sábado interessante que estávamos vivendo. Entramos no carro e começamos a voltar para casa, nem preciso dizer que a má educação no trânsito continuava a todo vapor, só que bem adiante, já quase chegando em casa, pude enfim encontrar um agente de trânsito, e imaginem só, um boneco e ele seria a mesma coisa, o trânsito todo enrolado e confuso, mas o péssimo profissional, nada fazia, quando esboçou alguma reação, foi para sacudir suas mãos junto ao corpo, realizando um movimento muito tímido e que certamente não aprendi na auto escola o que aquilo significava.

Adiante encontramos outro “profissional” agente de trânsito e desta vez foi minha esposa que me alertou, ele estava ao lado de um coletor de lixo preso ao poste e ela afirmou enfática, que o agente e aquele coletor de lixo estavam quase que idênticos, completamente parados e travados, mas com uma diferença, o coletor de lixo cumpria o seu papel. Enfim chegamos em casa e pudemos aproveitar o nosso sábado com um belo churrasco.

Este dia serviu para me chamar atenção sobre como estamos convivendo com a falta de educação e incompetência dos profissionais que nos cercam, achamos tudo isto normal, será que realmente estaremos preparados para receber os Jogos Olímpicos, ou vamos fazer uma “maquiagem” em nossa cidade. Vamos esconder o que temos de ruim e mostrar ao mundo uma cidade perfeita, onde tudo funciona e que as pessoas são muito felizes.

Vou continuar batendo na mesma tecla, nosso problema é educação, somos uma sociedade imediatista e egoísta, educação se faz hoje para colher frutos no futuro, não basta pensar apenas no próprio umbigo e achar que, se está bom para mim, o resto pouco importa. Precisamos investir nos pequenos, começar na educação básica, ensinar cidadania nas nossas escolas, mas precisamos ensinar de verdade, não podemos fazer aquilo que estamos acostumados, “maquiagem”, assim foi nos jogos Pan-americanos, na Copa do Mundo de Futebol e será também nas Olimpíadas, vamos “maquiar” a cidade, torço do fundo do meu coração que exista o tal Legado das Olimpíadas, mas nos disseram isto na Copa do Mundo e o que ficou, foram vários “elefantes brancos”, da mesma forma estamos tratando nossa educação, estamos maquiando e entregando para a sociedade “elefantes brancos formados”.

 

Fernando Pinto 



Errar não é o problema.
  09-01-2016

            Tive a idéia de escrever este artigo após ter vivido uma situação quase que rotineira nas grandes cidades, estava parado em um sinal de trânsito e era o segundo carro da fila, ao meu lado também parado estava um sujeito muito irritado, ele acelerava o carro, batia no volante e tentava se comunicar comigo, dizendo que o motorista da frente era um “burro” pois o cruzamento estava vazio e ele deveria avançar o sinal. Acredito que vários de vocês já tenham vivido situação semelhante e espero que vocês não tenham vivido a posição do motorista nervoso.

            Até onde consegui entender o cidadão que estava aos berros no veículo ao lado não estava vivendo nenhum caso de emergência, ele simplesmente queria que o carro da frente avançasse o sinal vermelho, pois ele achava uma perda de tempo estar ali parado. E onde está o problema em tudo isto?

            Analisando o caso, o simples fato de avançar um sinal vermelho ou querer que o outro avance, já é um problema, neste episódio o motorista estaria infringindo uma lei de trânsito, mas tudo isto seria perfeitamente normal se não fosse o fato de o cidadão que estava fora de controle no carro ao lado não estivesse achando aquilo tudo perfeitamente normal. Ele estava errado, tentava fazer com que o outro errasse e achava aquilo uma forma correta de agir.

            Quantos de nós em nosso atribulado dia-a-dia convivemos com atitudes muito próximas ao caso que vivi no trânsito, vários colegas e superiores não ficam apenas satisfeitos em errar, mas por muitas vezes nos estimulam e até de certa forma tentam nos coagir também ao erro. Como disse errar não é o problema, o erro faz parte do nosso aprendizado, com ele vamos colecionando experiências para acertos no futuro, meu pai costumava me dizer que só existem duas formas de aprender, uma delas e ouvindo quem tem mais experiência e a outra é colocando a mão na massa com o risco de cometer erros.

            Errar faz parte da rotina, mas em situações em que o erro é evidente, onde tudo e todos apontam para o lado contrário, insistir em achar que está certo é no mínimo perda de tempo, para não dizer na imensa falta de respeito com normas e todas as outras formas de pensamentos contrários aos seus. É nobre admitir um erro, não existe aquele que sempre acerta, pois assim se encerra a velha máxima: “Errar é humano”.

            Pior do que aquele que erra e mesmo com tudo e todos dizendo o contrário, acha que está certo, são aqueles que tentam de todas as formas conduzir os outros ao erro, a este além da falta de humildade em aceitar suas limitações lhes sobra à pobre e fraca justificativa de não estar sozinho em seu erro, estas pessoas ao invés de buscarem sua própria luz, tentam de todas as formas apagar quem está ao seu lado, pois para elas só interessa viver nas sombras e tentar impor uma vida medíocre de poucas conquistas.

 

            Não se deixem levar por estes falsos acertos, tenham sempre em mente as regras de boa convivência, demonstrem clareza em seus gestos, admitam erros e utilizem-nos para seus futuros acertos, não tentem convencer ninguém de que seu erro é menor do que o do outro ou que você não errou sozinho, como disse no enunciado, errar não é o problema, mas o problema é fingir ou achar que está certo. 

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É possível dizer que a escola possui mecanismos democráticos de participação.

A escola é um sistema formado por normas e disciplinas pré-determinadas, com determinações e regras de funcionamento, e, um currículo escolar a ser cumprido. Todas as determinações e regas ainda recebem novas informações de conduta e metas a serem executadas e respeitadas de acordo com cada instituição de ensino levando-se em consideração a necessidade da comunidade escolar a que se propõe o trabalho, justificadas assim tantas regras e normas pela boa convivência e pelo bem comum.

 

            Partindo do princípio que as instituições de ensino têm como finalidade principal e essencial além de trazer ao indivíduo o conhecimento sistematizado dos conteúdos, mas também, seu papel social é principalmente o de favorecer um ambiente escolar capaz de trazer questões onde o aluno seja capaz de refletir, pensar, analisar e criar as suas conclusões a respeito das situações, e aplicá-las no seu cotidiano, tornando-se agente transformador e atuante na sociedade, poderíamos afirmar que a escola possui sim mecanismos democráticos de participação, quando propõe situações onde o aluno pode atuar, e até mesmo determinar, por exemplo, quais serão as regras de uma olimpíada de Matemática, de um concurso de Redação, de uma Gincana, de um desfile Cívico, Simulado, ou até mesmo de uma prova, bem com até determinar quais seriam as regras disciplinares da escola e suas sanções. Entretanto seria romântico dizer que essa situação é real no sistema educacional brasileiro. Nossa realidade é bem diferente.

 

            As escolas partem de um discurso formador de cidadão, entretanto, se apresenta engessada, com regras e normas determinadas antecipadamente, não apenas com seus currículos e necessidades, pois esses sim necessitam de profissionais para sua elaboração. Mas, na parte de socialização, onde o aluno atuaria e refletiria, faria uma análise prática, então, o sistema trava. Nesse momento a instituição escola esquece o sentido real e didático da palavra democracia e se apresenta autoritária e sutil, com um discurso democrático inteligente e convincente.

 

            É preciso que professores e gestores tomem consciência que o caminho para mudança da situação social doBrasil, ou de qualquer país, somente se dá através de uma educação libertadora, onde o aluno conheça seus direitos, e, principalmente seus deveres. Onde ele saiba exatamente o que é democracia, para que nunca se confunda ou se permita enganar por palavras vazias. Uma escola com mecanismos de participação democrática se fortalece, cresce, desenvolve, transforma, marca, educa. Enfim, cumpre o seu papel. E o aluno? Bom, esse vai atuar na sociedade e cumprir o papel dele como agente transformador, mas consciente, capaz e responsável pelas suas ações.

 

Fernando Pinto 

 

Pátria educadora???

Com a proximidade do dia dos professores, comecei a refletir sobre vários acontecimentos e sobre este slogan governamental. Todos sabemos da importância dos professores e quanto eles influenciam em nossas vidas, a pouco menos de um ano resolvi entrar para este mundo e me tornar professor, mas muito antes disto já convivia fervorosamente neste meio profissional, afinal vivo 23 anos ao lado de uma professora, hoje diretora de umas escolas de referência na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e como se não bastasse a mãe dela, várias tias e irmã, também são professoras, então, posso dizer que falo com propriedade do assunto.

Por vezes escuto minha esposa falar em casa que a escola tem a obrigação de formar cidadãos e para entender um pouco melhor o sentido desta palavra, fui buscar sua definição na língua portuguesa:

CIDADÃO - 1 Habitante de uma cidade. 2 Indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado.

Aproveitando o processo, busquei também a palavra educação:

EDUCAÇÃO - 1 Ato ou efeito de educar. 2 Aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino. 3 Processo pelo qual uma função se desenvolve e se aperfeiçoa pelo próprio exercício: Educação musical, profissional etc. 4 Formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo. 5 Civilidade.  6 Delicadeza. 7 Cortesia. 

Fonte: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/

 

Sendo assim, por definição da língua portuguesa, conseguimos decifrar a árdua missão dos professores, vejam que palavras como direitos, aperfeiçoamento, instrução, ideias, cultura, civilidade, delicadeza e cortesia, em minha humilde opinião, merecem um belo destaque. Se continuarmos nesta “brincadeira” de buscar definições das palavras na língua portuguesa, chegaríamos a um livro e como nosso objetivo não é reescrever um dicionário, vou me ater aos fatos.

Será que todo professor hoje tem a exata consciência desta dimensão da sua profissão?

Acredito que infelizmente a resposta para esta pergunta é NÃO, dados de 2012 do Instituto Paulo Montenegro (IPM) e da ONG Ação Educativa, apontam que 38% dos nossos estudantes universitários são analfabetos funcionais, isto significa que eles chegaram ao ensino superior sem dominar habilidades básicas de escrita e leitura, ou seja, sabem ler e escrever, mas não tem a capacidade de interpretar aquilo que estão lendo e escrevendo.

Caros colegas professores, ao ver a nossa representante máxima do país proferir “pérolas” como “mulher sapiens” e “estocar vento”, a minha sensação é que falhamos...

Longe de mim ser um alarmista, mas em 2013, milhares foram para as ruas gritando palavras de ordem e uma delas ecoava aos quatro ventos: O GIGANTE ACORDOU.... Será? Sinceramente, analisando os dados atuais da nossa educação e sabendo que as escolas produzem anualmente milhares de analfabetos funcionais e que a maioria dos nossos jovens não sabe cantar o nosso hino, acredito que a frase de efeito utilizada acima, não tem efeito nenhum na cabeça dessas pessoas.

Vejo professores reclamando de salários, de condições precárias, e tudo mais que possa existir de reclamação para justificar a péssima qualidade do ensino dado aos nossos alunos, mas em outra ponta, podemos observar os verdadeiros professores fazendo muito do nada, como diz o dito popular: fazendo limonada de um limão.

Aqui ficam os meus parabéns para estes que fazem das dificuldades sua força para continuar e superar os limites, que fazem dos problemas oportunidades de aprendizado, que saem de casa todos os dias com orgulho e vivem o verdadeiro sentido de ser PROFESSOR.

Aos que fingem ser professores, solicito que por favor, repensem suas carreiras, sua função na sociedade é importante demais para ser negligenciada ou justificada em problemas. Solicito a estes profissionais que procurem a sua chama, aquele fogo que certamente um dia lhes motivou a ser PROFESSOR.

Esqueçam os governantes e tudo de errado que estamos presenciando, nossa função é formar cidadãos de bem, que possam no futuro nos dar orgulho de dizer que vivemos verdadeiramente em uma pátria educadora.

 

 

Fernando Pinto

Errar não é o problema. 03/08/2015(Foto: Reprodução/Internet)

Tive a idéia de escrever este artigo após ter vivido uma situação quase que rotineira nas grandes cidades, estava parado em um sinal de trânsito e era o segundo carro da fila, ao meu lado também parado estava um sujeito muito irritado, ele acelerava o carro, batia no volante e tentava se comunicar comigo, dizendo que o motorista da frente era um “burro” pois o cruzamento estava vazio e ele deveria avançar o sinal. Acredito que vários de vocês já tenham vivido situação semelhante e espero que vocês não tenham vivido a posição do motorista nervoso.

Até onde consegui entender o cidadão que estava aos berros no veículo ao lado não estava vivendo nenhum caso de emergência, ele simplesmente queria que o carro da frente avançasse o sinal vermelho, pois ele achava uma perda de tempo estar ali parado. E onde está o problema em tudo isto?

Analisando o caso, o simples fato de avançar um sinal vermelho ou querer que o outro avance, já é um problema, neste episódio o motorista estaria infringindo uma lei de trânsito, mas tudo isto seria perfeitamente normal se não fosse o fato de o cidadão que estava fora de controle no carro ao lado não estivesse achando aquilo tudo perfeitamente normal. Ele estava errado, tentava fazer com que o outro errasse e achava aquilo uma forma correta de agir.

Quantos de nós em nosso atribulado dia-a-dia convivemos com atitudes muito próximas ao caso que vivi no trânsito, vários colegas e superiores não ficam apenas satisfeitos em errar, mas por muitas vezes nos estimulam e até de certa forma tentam nos coagir também ao erro. Como disse errar não é o problema, o erro faz parte do nosso aprendizado, com ele vamos colecionando experiências para acertos no futuro, meu pai costumava me dizer que só existem duas formas de aprender, uma delas e ouvindo quem tem mais experiência e a outra é colocando a mão na massa com o risco de cometer erros.

Errar faz parte da rotina, mas em situações em que o erro é evidente, onde tudo e todos apontam para o lado contrário, insistir em achar que está certo é no mínimo perda de tempo, para não dizer na imensa falta de respeito com normas e todas as outras formas de pensamentos contrários aos seus. É nobre admitir um erro, não existe aquele que sempre acerta, pois assim se encerra a velha máxima: “Errar é humano”.

Pior do que aquele que erra e mesmo com tudo e todos dizendo o contrário, acha que está certo, são aqueles que tentam de todas as formas conduzir os outros ao erro, a este além da falta de humildade em aceitar suas limitações lhes sobra à pobre e fraca justificativa de não estar sozinho em seu erro, estas pessoas ao invés de buscarem sua própria luz, tentam de todas as formas apagar quem está ao seu lado, pois para elas só interessa viver nas sombras e tentar impor uma vida medíocre de poucas conquistas.

Não se deixem levar por estes falsos acertos, tenham sempre em mente as regras de boa convivência, demonstrem clareza em seus gestos, admitam erros e utilizem-nos para seus futuros acertos, não tentem convencer ninguém de que seu erro é menor do que o do outro ou que você não errou sozinho, como disse no enunciado, errar não é o problema, mas o problema é fingir ou achar que está certo.


Bom para quem? - 10/07/2015 

Como bom observador do cotidiano do trabalho que sou, hoje não pude deixar de prestar atenção em uma conversa entre dois trabalhadores, esta conversa seria mais uma das centenas que já ouvi, não fosse a total inversão de valores e falta de consciência do bem-estar.

Os dois trabalhadores estavam falando sei lá do que e até aí tudo normal, mas em um determinado momento o diálogo mudou:

Trabalhador 1

“- Eu que estou bem, moro ao lado da empresa. ”

Trabalhador 2

“Perto não, você mora praticamente dentro da empresa, é parede com parede. ”

Trabalhador 1

“- Então, para mim é uma grande vantagem, já estou logo ali, bem do ladinho, meu dei foi bem. ”

Trabalhador 2

“- Vantagem aí é só do patrão, qualquer coisa você está ali do lado. “

Trabalhador 1

“- Mas nunca foram me incomodar na minha casa, além disso não preciso pegar condução. “

Trabalhador 2

“- Então mais uma vantagem para o patrão, ele não precisa gastar vale transporte com você. “

Daí em diante fechei meus ouvidos para todo o resto da conversa e indignado fiquei pensando nas relações patrão x empregado.

Percebam que o trabalhador que mora ao lado da empresa estava completamente feliz e valorizando uma coisa que muitos dos trabalhadores não conseguem ter, que é de morar muito próximo ao seu trabalho, em contrapartida o outro trabalhador, não sei se por pura inveja (não me pareceu ser o caso), desdenhava deste benefício maravilhoso, justificando que o patrão teria menos gastos com ele por conta de não precisar custear o seu transporte.

Percebi nesta conversa que mesmo com todas as evoluções das leis trabalhistas, as conquistas de direitos e tudo mais que os trabalhadores vêm conquistando, o pensamento ainda é do século passado, onde os patrões usurpavam direitos e pagavam misérias pelos serviços prestados.

Por certo ainda vivemos em um país cheio de desigualdades e mazelas nas relações trabalhistas, mas minha reflexão vai além desta relação, tire a condição patrão e empregado e avalie a questão individual, a maioria esmagadora dos trabalhadores passa mais de quatro horas do dia se locomovendo de casa para o trabalho e vice-versa, em um transporte público caótico e ineficiente.

Neste diálogo a mesquinhes foi tão atroz que um dos trabalhadores não vê vantagem alguma em melhorar a sua qualidade de vida, somente porque o seu patrão irá economizar alguns poucos reais. Minha pergunta aqui é até onde vai limite da pequenez humana? Uma pessoa é incapaz de ver uma vantagem real para si, quando do outro lado está o seu patrão “cruel” que irá também ganhar com esta situação.

Esta é uma discussão ampla e que vai muito além dos limites de tempo ou dinheiro, estamos falando de valores.

Será que dentro das escolas e também no ceio das nossas famílias estamos preparando nossos filhos para enxergar os reais valores da vida, neste caso citado, economizar quatro horas do meu dia, da minha vida, sim faz toda diferença.

Fernando Pinto


Falta de respeito. 02/07/2015

               Em uma conversa animada que tive com minha esposa, estávamos falando sobre o discurso desastrado da nossa Presidente Dilma na abertura dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, no princípio demos muitas risadas pois, saudar a mandioca e criar a “mulher sapiens”, foi o clímax das nossas ridas, mas em um momento de sobriedade absoluta, minha esposa me falou que estava indignada com aquilo, disse que o ato da nossa Presidente foi uma falta de respeito.

Mais que rapidamente me envolvi naquela indignação e nossa conversa tomou outro rumo, em nossa avaliação a que a Presidente Dilma fez foi no mínimo uma falta de respeito ao povo que ali estava e aos Jogos, pois será que ela não se preparou para o discurso, onde estaria a sua assessoria de imprensa que não fez uma revisão do seu discurso, mas se ela improvisou, então o problema é mais embaixo ainda.

Nossa conversa foi além, como se trata de um evento internacional, esta bobagem que nossa Presidente proferiu, rompeu as fronteiras dos nossos territórios e da indignação do nosso povo, este “besteirol”, ganhou o mundo e de forma massacrante, nossa maior representante faz o Brasil virar piada. A Presidente faltou com respeito ao povo brasileiro.

Em um governo que usa como slogan o “Pátria Educadora”, sua maior representante comete um erro primário, quase “matuto”.

Um país que foi berço de homens como Ruy Barbosa, Florestan Fernandes, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Caio Prado Júnior, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Ariano Suassuna e de mulheres como Nísia Floresta Brasileira Augusta, Chiquinha Gonzaga, Maria Lenk, Raquel de Queiroz, Cora Coralina, Ana Néri, Maria da Penha, e tantas outras, vê a sua Presidente jogar a seriedade do nosso Brasil por água abaixo.

Seria muito engraçado se realmente não fosse tão trágico.

 

FERNANDO PINTO - Colunista

“Crise de deveres” 24/06/2015

(Foto: Reprodução/internet)Fiz questão de colocar entre aspas o título deste artigo pois o que vamos falar é uma grande ironia.

Fico muito feliz que com o passar dos anos as pessoas tenham cada vez mais acesso ao conhecimento dos seus direitos, trabalhadores vem conseguindo conquistas, a sociedade civil ganhou mais liberdade, em fim somos dia-a-dia informados dos nossos direitos conquistados.

Certamente muitos leitores impacientes já devem estar se questionando sobre toda esta introdução cheia de “dedos” e cuidadosa, mas fiz questão que assim fosse para deixar claro que não sou contra ter direitos e conquista-los cada vez mais, só que da mesma forma, em igual proporção, sou defensor dos deveres.

Em muitas conversas com outros gestores de empresas diversas tenho me deparado com a mesma afirmação, hoje se faz o mínimo e acha-se muito. Bem o que isto tem de relação com nosso assunto?

Vou responder que tudo, percebo em muito trabalhadores e pessoas em geral uma grande exaltação quando se fala de seus direitos, mas quando cobramos os seus deveres, parece que estamos proferindo grandes ofensas. Vejo trabalhadores indignados ao terem seus pontos cortados porque simplesmente resolverão faltar ao trabalho para ir ao enterro de um vizinho, não que isto seja algo tão absurdo, mas o mínimo que se espera é que a pessoa tenha o dever de ligar para o trabalho e avisar ao seu gestor do fato, não apenas faltar e no dia seguinte relatar o ocorrido.

Tenho diversos exemplos, um aluno vai fazer sua prova, chega atrasado, começa a prova e verifica que não sabe nada, levanta devolve a prova e diz que não vai fazer a prova e que fará segunda chamada, então o professor questiona ao aluno que ele está presente e que não faz sentido fazer segunda chamada. Bem o aluno enche o pulmão e diz eu tenho o direito de fazer a segunda chamada, sai da sala e pronto, mas também acho que este aluno esqueceu que ele tem o dever de estudar e se preparar para a prova.

Minha esposa sempre ri muito comigo pois sou sempre uma “vitima” destes acontecimentos, quem nunca teve o calcanhar arrebentado por um carrinho de compras de um idoso no supermercado que atire a primeira pedra. É comigo isto sempre acontece, sabemos que os idosos têm preferência, e eu sou um defensor disto, mas por vezes vemos abusos como a história do carrinho em que eles saem empurrando por nossas pernas e dando cacetadas por todos os lados, aí entra a história do dever, dever de ser educado.

Com os adolescentes também não é diferente, eles têm direito de tudo, mas cobre a qualquer um os seus deveres e verá uma “transformação mutante” em sua frente.

 

 

Bem para finalizar gostaria de dizer aos caros leitores que façam um pequeno exercício, tirem um dia para reflexão e sempre que vocês pensarem em cobrar um direito, lembrem imediatamente de um dever, ou mesmo faça uma lista de direitos e deveres simples do seu dia-a-dia e pese se você está utilizando esta “balança” de forma adequada.

Fernando Pinto

O ÓBVIO PRECISA SER DITO - 11/06/2015

Trata-se de óbvio tudo aquilo que é entendido por si só, algo muito claro, que salta a vista, evidente, que não precisa ser explicado.
Mas ao falar de algo óbvio, abrimos espaço para uma grande subjetividade, a palavra “óbvio” por muitas vezes é utilizada de forma indevida ou até mesmo maliciosa. 

Para ilustrar vamos citar um exemplo de algo óbvio que pode não ser tão claro assim.

Qual o significado desta frase?
“Podemos explicar esta situação se recorrermos aos estudos relacionados à Ford”.
Se ela for dita para um grupo de Administradores, certamente estarão falando do grande Henry Ford, mas se esta mesma frase for dita em um grupo de colecionadores ou mesmo designers de automóveis, provavelmente estarão falando da marca de automóvel Ford.

Como falei anteriormente precisamos ter muito cuidado com o que é óbvio para nós e o que é óbvio para quem estamos falando, alguns líderes se utilizam de forma maliciosa desta palavra para justificar sua pouca habilidade de comunicação ou até mesmo sua incompetência em delegar tarefas. Quem nunca ouviu a celebre frase: “– Mas isto era óbvio”.

O objetivo deste pequeno artigo é despertar a atenção de todas as pessoas que lideram algum grupo de trabalhadores, mesmo o óbvio precisa ser dito, torne sua comunicação clara, fatalmente você estará ganhando produtividade e evitando retrabalhos.

Para você que não lidera nenhuma equipe, mas recebe diariamente metas ou precisa cumprir suas tarefas, faça todos os questionamentos que achar necessário para que sua atividade seja realizada da melhor forma possível, mesmo que esta pergunta lhe pareça ter uma resposta óbvia.

Já ouvi em muitas empresas as pessoas dizendo que todos os problemas se resolvem no “cafezinho”, acredito que isto aconteça porque lá as pessoas estão descontraídas e falam de tudo, incluindo o óbvio.

Espero que todos você possam refletir em situações de pouco êxito ou mesmo alguns fracassos em que depois, com muita calma, vocês se questionaram o porquê de não terem falado ou perguntado coisas óbvias, simples e corriqueiras que mudariam o resultado de um trabalho.

O óbvio pode ser usado tanto na vida profissional ou pessoal, poderia fazer uma lista gigante, mas vou relacionar algumas coisas óbvias apenas para ilustrar:

(Foto: Reprodução/Internet)

  • É óbvio que se você mantém um relacionamento com alguém esta pessoa tem muitas qualidades e ela sabe que tem, então... Qual foi a última vez que você a elogiou por estas qualidades?

  • É óbvio que em equipes profissionais existe na maioria das vezes uma pessoa que se destaca, ou mesmo um resultado importante que a equipe conseguiu, mas disto todo mundo já sabe, e... Qual foi a última vez que você falou para o destaque da sua equipe que ele(a) estava se destacando positivamente, ou para toda a equipe do esforço extra que fizeram.

Isto pode parecer uma doideira, falar daquilo que está claro, mas pense que pode estar claro apenas para você, pessoas são diferentes e tem percepções diferentes.

Para finalizar, deixo aqui a definição de óbvio de acordo com a Língua Portuguesa e uma aplicação perfeita (na minha visão) da palavra óbvio.

 

adj. Cujo teor é de fácil entendimento; que salta aos olhos; claro e evidente.
Que não é suscetível de dúvidas; em que não há incerteza; evidente ou incontestável.
s.m. O que é evidente: o óbvio salta à vista.
(Etm. do latim: obvius.a.um)

 

“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.

Albert Einstein”

 

 

Crescendo na crise - 03/06/2015

Com a palavra CRISE em voga, diariamente verificamos nos noticiários crescimentos negativos em diversos setores da economia nacional, isto significa retração no mercado de trabalho, mas como passar por este momento fortalecido, ou mesmo por que existem profissionais que mesmo nestes momentos não são afetados.

Em períodos conturbados como o que estamos vivendo alguns profissionais se mantém firme em suas posições, estes profissionais tem uma incrível capacidade de adaptação e flexibilidade, estas pessoas conseguem acima de tudo suportar grandes pressões e moldar-se aos novos cenários que se apresentam. Quando falamos em moldar-se a novos cenários não podemos nos limitar ao simples fato de nos conformar com uma nova situação em que seus recursos tornam-se ainda mais escassos, mas sim estamos falando de profissionais que conseguem sair da sua área de conforto, buscam melhorias no processo, agilizam suas decisões, minimizam riscos e tornam-se mais eficientes, e somente são capazes de realizar todas estas mudanças pois são profundos conhecedores de suas atividades e processos envolvidos.

Ilustração

Para muitos dizer que um profissional é profundo conhecedor de suas atividades e processos pode traduzir-se em "especialista no assunto", mas tratar deste profissional com esta visão tão minimalista seria uma injustiça, é lógico que podemos apontar estas pessoas como especialistas, só que não podemos esquecer que para estes profissionais o seu grande diferencial está na visão generalista, ele consegue dentro da sua especialidade enxergar tudo o que está acontecendo a sua volta e como ele será impactado ou até mesmo como poderá tirar proveito destas situações.

Crescer em um momento de crise é saber como ninguém enxergar todas as variáveis internas e externas que poderão afetar no seu dia-a-dia, montar vários cenários, acompanhá-los, ser detalhista e acima de tudo otimista.

Falar em crescer para muitos implica pensar na operação matemática da soma, mas em momentos de crise, crescer pode significar perder menos que os outros ou até mesmo manter-se em seu patamar atual, tudo isto dependerá do parâmetro de comparação exigido em seu seguimento de mercado.

     O grande desafio que se apresenta não é trabalhar mais ou desprender esforços sobre humanos em seu trabalho, mas sim ser criativo, e tudo isto está ligado à quebra de paradigmas e regras rígidas e sem sentido. Por que perdemos a criatividade de quando éramos crianças? Naquele tempo podíamos viajar em nossos pensamentos e criar solução para quase tudo, mas o tempo passa e vamos nos revestindo de cascas criadas exatamente pelos paradigmas e normas impostas pela nossa sociedade.

     Enfrente o seu desafio diário com bom humor, criatividade, otimismo e persistência, enxergue o futuro como algo promissor, pois se você é capaz de resistir ou até mesmo crescer na crise, imagine onde você poderá chegar em tempos de fartura.



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