Gilberto Lima - 02/05/2016

por Thiago Costa , 02/05 às 16:30 em 5 Colunistas

 
 
Vereador Dr. Gilberto vê perseguição em denúncias 
 
Parlamentar concede entrevista ao Amarelinho, em que relata as condições em que atuava como coordenador do Serviço de Anestesiologia do Hospital Estadual Rocha Faria
 
O vereador Dr. Gilberto (PTN) esclarece que na condição de coordenador da Anestesiologia tem flexibilidade para atuar, inclusive em dias para os quais não está escalado. Em entrevista ao Jornal O Amarelinho ele relata suas impressões sobre o caso, em que percebe embutida uma perseguição por causa de sua ascensão política.
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"Minha consciência me rege com tranquilidade"
 
Alvo de uma reportagem em que foi denunciado de faltar às escalas de serviço no Hospital Estadual Rocha Faria, o vereador Dr. Gilberto conversou com a reportagem de O Amarelinho, a qual declarou que não cometeu qualquer irregularidade. Na entrevista que segue ele ressalta que a função de coordenador de Serviço de Anestesiologia lhe faculta o livre exercício temporal da função, que exerce há 10 anos no Rocha Faria, tendo flexibilidade de horários, mas com responsabilidade de manter o funcionamento do Serviço de Anestesiologia 24h por dia, com eficiência.
 
Há quanto anos o senhor trabalhava no Rocha Faria?
Iniciei minha trajetória na medicina, no Hospital Estadual Rocha Faria, em 1984, como acadêmico bolsista. Quando terminei minha especialização em anestesiologia ingressei no quadro funcional da Secretaria de Estado de Saúde por meio de concurso, exercendo o cargo efetivo de médico anestesiologia até a inserção das cooperativas de saúde, quando me desliguei, incentivado pela demissão estimulada. Logo, exerço a função de anestesiologista há quase 30 anos no Rocha Faria.
 
E desde quando chefiava o Serviço de Anestesiologia?
Há mais ou menos 10 anos coordeno o Serviço de Anestesiologia, sendo responsável por todos anestesiologistas e atos anestésico-cirúrgicos da unidade. Ressalto que quando a Pró Saúde assumiu a maternidade, o sorriso especial e a anestesiologia, eu já era coordenador do serviço e ainda não era presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio. Fui aproveitado e mantido no cargo de coordenador pelas qualidades técnicas e administrativas adquiridas após longos anos de formação e experiência e não por ser vereador.
 
Como explicar a denúncia de que o senhor ganhava sem trabalhar?
Considerando as prerrogativas da função de coordenador médico, cumpro minhas obrigações sem estar em escalas, inclusive atendendo casos especiais por necessidade de serviço, como já ocorreu em transições de gestões na unidade. A função de coordenador médico, para ser exercida com qualidade, não permite restrição a uma escala única de 24h. O nexo temporal das ações não reflete a importância delas, considerando que o princípio da eficiência seja obedecido rigorosamente.
 
Poderia esclarecer por que coordenador, como afirmou, não entra em escala?
Por falha administrativa ou vício estatutário, mesmo como coordenador sem horário pré-estabelecido, meu nome consta em escala ofertada à empresa e posteriormente à secretaria. A função de coordenador de Serviço de Anestesiologia faculta-me livre exercício temporal da função, objetivando sempre o pleno funcionamento do serviço e sua operacionalidade na instituição. Isso sempre fiz com qualidade, considerando que há anos permaneço na função de coordenador no Hospital Rocha Faria. Minha carga horária exigida é de 24 horas semanais, a qual sempre cumpri com banco de horas muito maior. Meu controle de frequência sempre veio integral, sem qualquer dia escalado, e grifado "COORDENADOR MÉDICO ISENTO DE MARCAÇÃO DE PONTO". Férias oficiais nunca gozei na totalidade, pois com a precariedade do sistema de saúde eu não poderia estar ausente por período longo, pois sempre ocorria necessidade de atuar junto ao serviço. Em várias oportunidades, devido à falta de anestesiologistas, lá estava eu, coordenador, assumindo minhas responsabilidades, independente de qualquer escala. Se meu nome na escala causou tanta covardia, por que não relataram isso há tempos, pois meu nome por vício administrativo ou falha, sempre constou em escalas há anos. A minha certeza é que exerço minhas funções com carga horária efetiva maior que  a exigida. Quantas e quantas vezes finais de semana, Natais, Reveillons e feriados passei trabalhando na unidade por necessidade de serviço. A TV em momento algum citou que o HERF, com o Serviço de Anestesiologia por mim coordenado, foi um dos poucos do estado que manteve a realização do procedimentos anestésicos-cirúrgicos, mesmo com todas as dificuldades, inclusive com falta de salário. Isso significa responsabilidade, ética, comprometimento com a população e, principalmente, liderança e coordenação. Todos os outros serviços também são eficientes e também os coordenadores não ficam restritos a escalas. Neste citado sábado, a equipe de anestesistas estava atuando, como todos os outros dias, coordenada por mim. A direção da unidade, a direção da empresa e a Coordenação de Anestesiologia da Secretaria de Estado de Saúde, todos tinham ciência de minhas funções, horário e de minha competência e eficiência. Em determinado período, esta mesma empresa me convidou para coordenar o Serviço de Anestesiologia do Hospital Adão Pereira Nunes, também  do estado. E certamente não foi devido aos meus cabelos longos, nem pelos meus olhos azuis...não aceitei, apesar da proposta tentadora, pois minha paixão sempre foi o Hospital Estadual Rocha Faria.
 
E porque, então o seu nome constava na escala?
A função de coordenador de serviço médico me obriga a ser dedicado, objetivo e resolutivo no dia a dia, tendo que estar sempre atento às necessidades. Há cerca de 10 anos cumpro minhas obrigações fora de escala, pois durante todo esse tempo estive à frente da coordenação do Serviço de Anestesiologia. É importante considerar que virei vereador em janeiro de 2013, há apenas três anos, mas sempre estive escalado por necessidades ou falhas administrativas, e sempre fui coordenador médico, mas estranhamente neste ano eleitoral foram notar tal fato.
 
Mas não é estranho ter o nome na escala, mas não estar no hospital?
Apesar de o hospital ser unidade pública estadual, não sou servidor efetivo da Secretaria Estadual de Saúde, mas, sim, prestador de serviço para uma empresa privada, que avalia meu desempenho e qualidade dia a dia, com todas as prerrogativas para encerrar ou dar continuidade ao meu vínculo trabalhista. A afirmação descabida veiculada pela mídia, acredito que não tenha sido por falta de conhecimento, mas por pura maldade induzida por alguém. Não, não é estranho meu nome constar em escala, pois como coordenador do Serviço de Anestesiologia estou escalado todos os dias, fico de sobreaviso todos os dias, e atendo todas as necessidades do serviço. Já disse anteriormente, que assim como eu, todos os coordenadores também são dispensados de escalas e marcação de ponto. O fato de meu nome estar em escala simplesmente foi falha ou vício administrativo, considerando que diariamente, e, não tão raro, à noite, estava presente na unidade, sempre objetivando o bom funcionamento do serviço.
 
A que o senhor atribui esse fato?
Estranhamente, falando claro, que por motivos pessoais ou políticos, mudou-se o foco da precariedade da saúde nos hospitais estaduais; o foco nas péssimas condições de trabalho nas unidades; o foco nos médicos que sobrevivem a todos os descasos com sua formação, ética e responsabilidades. Estranhamente dentre tantos absurdos, o foco passou a ser Dr. Gilberto, médico anestesiologista e vereador! Infelizmente pessoas invejosas e/ou adversários não suportaram minha ascensão e devem ter participado desse ato midiático, criminoso e covarde.
 
O senhor afirma que não recebeu sem trabalhar?
Jamais recebi qualquer provento diferente do relativo à minha função de coordenador médico da anestesiologia. Quando falam recebeu sem trabalhar é calúnia e ofensa a uma pessoa digna e trabalhadora. Como pode alguém receber se faltou? O patrão paga quando o empregado não vai trabalhar? Pois o meu patrão não é o Estado, mas, sim, uma empresa particular a qual estou vinculado pelo regime CLT. Todos os proventos que recebo são devidamente declarados à Receita Federal em minha declaração anual de Imposto de Renda, sendo eles oriundos de organizações sociais ou não.
 
O que o faz acreditar que o ocorrido foi uma reação à sua ascensão política?
Ninguém me perguntou nada. Ninguém averiguou nada. Montaram um circo para tanta covardia! Não cometi qualquer irregularidade ou ilegalidade. Quantas noites perdidas, quantos dias de folga ocupados para que o desempenho desta função fosse eficiente, tudo isso fora de escala! Não houve nenhuma chamada, notícia ou nota falando que por várias vezes trabalhei sábado, domingo, noites e várias horas a mais para manter o atendimento cirúrgico da unidade, e que nunca recebi um centavo a mais por qualquer escala diferente de minha função de coordenador, como a mídia quis que todos pensassem.
 
O senhor acha que a imprensa errou ao não ouvi-lo?
Não evidenciei nos meses de outubro, novembro e dezembro, no auge da crise da saúde no estado, qualquer foco voltado para os anestesiologistas da unidade, aliás quero expressar aqui minha gratidão a todos. Na ocasião, o Rocha Faria foi um dos poucos hospitais onde os anestesiologistas estavam sem pagamento, sem insumos e enfrentando péssimas condições de trabalho, mas se mantiveram firmes e atuantes, visando diminuir ou acabar com o sofrimento dos usuários que necessitavam de intervenções em que a atuação do anestesiologista era imperativa. Isso tudo ocorreu por profissionalismo, ética e cumplicidade com o princípio do bom funcionamento do serviço e o compromisso ético de manter atendimento à população. Isso tudo sob minha coordenação fora de escala, mas apenas com uma anotação administrativa. Sem o foco televisivo, alcançamos títulos e prêmios que o Rocha Faria obteve através do árduo trabalho multidisciplinar nestes últimos anos, junto comigo na Coordenação de Anestesiologia, e eu sempre em escala administrativa.
 
O senhor acha que há conflito entre sua função parlamentar e a função de chefia médica?
Foi dito no telejornal que quem deveria fiscalizar está cometendo irregularidade. Isso foi mais uma maldade. Sempre exerço o poder de fiscalização com freqüência. Ocorre que não sou de dar publicidade às coisas negativas. Sempre que detecto qualquer falha ou necessidade encaminho solicitação, na maioria das vezes pessoalmente, à Secretaria Municipal de Saúde, objetivando celeridade nas soluções, e sempre o êxito com o trabalho conjunto se mostrou mais célere. Vale novamente ressaltar que não cometi e não cometo irregularidade alguma. Quanto à função de fiscalizar inerente ao cargo do presidente da Comissão de Higiene e Saúde da Câmara Municipal do Rio, ressalto que é prerrogativa e função de qualquer vereador legislar e fiscalizar, independente de comissão ocupada.
 
O senhor está com a consciência tranquila em relação a esse episódio?
Deixo claro que minha consciência me rege com tranquilidade, pois sou dedicado, qualificado e extremamente ético, tanto com a instituição, quanto com os pacientes.
Quando erramos e apanhamos o corpo dói muito, mas quando estamos livres, corretos e totalmente legais, a dor é na alma. 
 
Como superar esse trauma?
Tenho certeza de que com sabedoria, tolerância e fé, continuarei minha jornada rumo a cumprir meu destino, este sim determinado por alguém único, com poder de julgar.
Que o Grande Arquiteto do Universo abra os caminhos e as mentes das pessoas maldosas, que sem conhecimento dos fatos, que, manipulados pela mídia, emitem vereditos sem qualquer poder ou capacidade. Continuarei neste ocidente, sempre procurando estreitar laços fraternos e visando a melhoria da qualidade de vida da nossa população, principalmente do meu bairro de Campo Grande, onde nasci e moro há 56 anos.
 
 
Colégio Peri comemora 65 anos de dedicação ao ensino
Um dos mais antigos colégios em atividade no bairro de Campo Grande atua nas áreas de Educação Infantil e Ensino Fundamental
 
Corria o ano de 1951 quando um grupo de ex-alunos do Colégio Barão do Rio Branco, em Santa Cruz, inspirados em ideais de educação de qualidade, decidiram fundar uma instituição de ensino na Rua Silva Cardoso, em Bangu, onde atualmente funciona o Hospital Pró-Saúde. Os parceiros na iniciativa eram Zulmar Ribeiro Barreto, Irapuan da Fonseca Cardoso, Abner de Andrade e Peri Bicaco, este último emprestando o pré-nome ao que nasce apenas como um curso.
 
Em 1972, depois de mais de duas décadas de fundação do curso, o professor Zulmar Ribeiro Barreto se uniu à esposa Cleia Nunes Barreto na proposta de reabrir a Escola Peri, na Estrada do Tingui, nº 570, em Campo Grande, onde funciona até hoje agora como Colégio, sob a direção da filha do casal, Ana Cristina Barreto Moreira, de seu genro, Elierte Moreira, que completam 30 anos de casados no dia 21 de março; e seus sobrinhos, Edvaldo e Heloísa de França Ribas. Na proposta atual, o Colégio Peri possui turmas da Educação Infantil (Maternal e Pré-Escola) até o Ensino Fundamental, (1º ao 9º Ano).
 
Os 65 anos do Colégio Peri foram comemorados no último dia 3, nas próprias instalações do estabelecimento de ensino, numa festa com evocação à pátria, por meio da entonação do Hino Nacional Brasileiro; com homenagem a um dos fundadores do colégio, o professor e poeta Zulmar Ribeiro Barreto; apresentação de alunos das turmas do Maternal ao 9º Ano; e momento de oração e testemunho, protagonizado pelo pastor Gilberto Luiz Duarte, da Primeira Igreja Batista em Oiticica, que é casado com a psicopedagoga Maria Lúcia da Silva Duarte.
 
 
Em seu testemunho, o pastor Gilberto narrou a importância do Colégio Peri na preparação de seus dois filhos, ambos alunos da instituição em diferentes momentos. Um deles, Matheus Luiz da Silva Duarte, aluno do colégio entre 1996 e 2007, atualmente cursa Direito na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; o outro, João Victor da Silva Duarte, estudante do Peri entre 2000 e 2011, hoje cursa Engenharia Mecânica na Estácio.
 
O dilema do professor que também era poeta
 
Dúvida
 
Zulmar Ribeiro Barreto
 
Amando duas de uma vez somente,
Eu fico sem saber o que fazer.
Ambas são belas... ambas atraentes...
Não sei a qual das duas escolher.
 
Entre si, elas são bem diferentes.
Aos extremos estão a pertencer.
Que elas não se dão bem está patente.
Não sei este problema resolver.
 
Na certa, não existe solução...
Meu caso não é só de coração,
E não sei separar a mais simpática.
 
Não sei se me dedico de uma vez
À poesia cheia de altivez,
Ou à minha querida matemática.
 
O reconhecimento de quem estuda
 
"Hoje é um dia muito especial. Hoje a escola completa 65 anos de muita paz, pois hoje é tudo de bom para todos. Hoje eu falo porque o Colégio Peri merece o melhor de todos: o colégio é o melhor de todos porque ele é bom, porque a gente encontra amigos, conhecidos e desconhecidos. Escola é ter amigos e companhia. Tudo em volta tem sua hora: tem hora de brincar, de lanchar e, principalmente, de todos estudarem. Essa é a melhor escola que pude imaginar"
 
Marcella
Aluna do 3º Ano
 
"Parabéns Peri! Que estes 65 anos possam ser multiplicados e revertidos em bênçãos sem medidas"
Munique
Professora
 
"Eu não vivo sem essa escola"
Cleia Barreto

Esposa do fundador Zulmar 

 

 
 
Bairro da Figueira com "Rio Em Forma Olímpico"
 
Atuando em duas frentes, com atenção para crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos, e, por outro lado, para integrantes da chamada terceira idade, a partir dos 65 anos, o projeto Rio Em Forma Olímpico alcançou mais uma localidade da Zona Oeste, desta vez o bairro da Figueira, aonde vem funcionando às segundas, quartas e sextas-feiras, com horário às 16h, destinado à ginástica da terceira idade e às 18h, reservado à escolinha de futebol. As atividades se concentram na Rua Mauro de Almeida, nº 9, no bairro Figueira, onde os participantes contam com professore e enfermeiro.
 
 
O responsável pelo projeto no bairro Figueira é o morador Jorge Luis Ferreira Moura, de 40 anos, mais conhecido como Jorge Tubarão. Ele conta que há 17 anos é um militante da causa comunitária em favor da localidade. "Estou sempre correndo atrás de muitos benefícios em prol do bairro, ajudando as pessoas e fazendo sempre o social", diz ele, que ganha a vida como motociclista, é casado e tem um filho.
 
Jorge Tubarão contou ao Amarelinho que sua militância comunitária o aproximou do vereador Dr. Gilberto, com quem passou a trabalhar. Ele informa que deve ao vereador a indicação para que o projeto chegasse à sua comunidade. "Esse projeto trouxe vários benefícios para as pessoas do bairro Figueira e também para moradores de bairros vizinhos, que são beneficiados com a ginástica da terceira idade e a escolinha de futebol, que tem o propósito de tirar as crianças das ruas e ocupá-las com alguma atividade", explica.
 
Entusiasmado com o novo momento que o bairro vive, Jorge Tubarão vive a expectativa de que novas conquistas sejam alcançadas. "Tenho certeza de que outras melhorias vão chegar ao bairro Figueira", diz ele, depositando confiança na relação da comunidade com o trabalho do vereador. "Agradeço ao vereador Dr. Gilberto por ter abraçado o nosso bairro, porque amizade se conquista", entusiasma-se Jorge Tubarão. 
 
 
Vereador quer que consumidor seja informado sobre desconto em pagamento antecipado

Projeto de lei do vereador Dr. Gilberto tramita na Câmara Municipal do Rio de Janeiro

 
O vereador Dr. Gilberto apresentou projeto na Câmara Municipal do Rio que tem tudo para se tornar um grande aliado do consumidor caso seja transformado em lei. Ela quer obrigar as instituições financeiras e demais estabelecimentos que operam com financiamento, crediário, empréstimos ou operações congêneres a afixar, no interior de seus estabelecimentos, placas informando sobre o direito do consumidor a descontos quando liquidar antecipadamente o seu débito.
 
De acordo com o texto apresentado a redução no valor das prestações deverá ser proporcional aos juros e demais acréscimos. O texto diz ainda que as placas que informam sobre a obrigatoriedade devem ser instaladas em locais visíveis ao público, de modo que seja possível sua leitura à distância. As placas de que trata a lei deverão conter os seguintes dizeres: "Nos termos do artigo 52, § 2º da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), fica assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcial, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
 
 
A lei também determina que as placas devem ser confeccionadas com dimensões mínimas de cinquenta por cinquenta centímetros, e que as despesas decorrentes com a confecção e instalação ficam por conta das instituições ou congêneres. "Não raras vezes, os consumidores, por total desconhecimento da lei, não gozam de tal garantia legal e tampouco algumas empresas se preocupam em informá-los de tal direito, simplesmente ignoram a lei, e outras vão até mais longe, quando falam que não tem juros e estão cobrando juros de fato", justifica Dr. Gilberto.
 
Ainda segundo o vereador, a liquidação antecipada de uma operação de crédito é uma interrupção da cobrança dos juros dos meses faltantes para o término do contrato. "Quando o consumidor tem a possibilidade de fazê-la é uma ótima alternativa para poupar seu dinheiro. O desconto do juros é absurdamente mais rentável do que o rendimento na poupança, esta relação é muito desproporcional", conclui o parlamentar.
 
 
Comunidade promove união pelo Campusca
Audiências públicas, confraternizações e jantar sensibilizam comunidade sobre a importância do Campo Grande Atlético Clube
 
A combalida situação em que se arrasta, por décadas, o Campo Grande Atlético Clube parece estar com os dias contados. É que a comunidade começou a se mobilizar timidamente em direção ao movimento de soerguimento do clube e a corrente de mobilização ganha ainda mais força com o passar do tempo. A corrente em prol do Campusca já sensibilizou até mesmo os deputados estaduais Paulo Ramos (PSOL) e Thiago Pampolha (PTC), que em diferentes momentos participaram de encontros realizados com o objetivo de discutir caminhos para viabilizar o clube campo-grandense, tirando-lhe definitivamente da rota decrescente em que se encontra há décadas.
 
O assunto já chegou até mesmo ao governador Luiz Fernando Pezão, que, informado pelo vereador Dr. Gilberto (PTN) sobre a situação do Galo, comprometeu-se a estudar na esfera estadual uma estratégia para que o clube saia da fase de insolvência atual. O curioso é que assunto passou a mobilizar a comunidade no mesmo momento em que a imprensa noticia que o Clube de Regatas do Flamengo mantém a esperança de reformar estádio do Campo Grande, o Ítalo Del Cima para uso em jogos de menor porte nas fases do Campeonato Estadual de Futebol. De acordo com a imprensa, o estádio seria cedido ao rubro-negro por cinco anos.
 
 
 
No esforço pelo renascimento do Campusca o empresário Jorge Silva, mais conhecido como Jorge da Auto Escola, e seu colaborador Kadinho, organizaram um jantar, que reuniu significativo grupo, para debater a situação do Campo Grande. Na oportunidade, o popular Kadinho disse que o movimento em favor do Campusca deve ser de toda a comunidade. "Essa luta tem que ser de todos nós. É uma questão muito além de qualquer situação interna do clube ou pessoal. E uma oportunidade ímpar de transformar, de mudar o nosso bairro. Cada um aqui é responsável por essa mudança", discursou Kadinho na ocasião.
 
Classificando a noite do jantar como histórica para Campo Grande, Kadinho chegou a elencar os benefícios esportivos e sociais que o renascimento do Campo Grande vai proporcionar. Segundo ele, a Torcida Galo poderá assistir aos jogos de seu time em casa, o bairro terá o nome mais divulgado, haverá a melhoria dos acessos ao bairro, o entorno do clube será todo revitalizado, haverá geração de emprego, renda e muitas outras oportunidades. Para que tudo isso aconteça, no entanto, é fundamental que a diretoria e aqueles que estão na oposição tirem os olhos do retrovisor e enxerguem que com tantos esforços em comunhão, o Campo Grande nunca teve uma possibilidade tão oportuna de sair da situação em que está.
 
 
"O SUS merece mais atenção"
 
A declaração que soa como um lenitivo para muitas pessoas que enfrentam problemas na hora em que tentam se socorrer em serviços públicos foi de ninguém menos que o presidente da Comissão de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social da Câmara Municipal do Rio, vereador Dr. Gilberto, que conversou com a reportagem do Amarelinho no fim da semana que passou. Na conversa, ele comenta o que pensa sobre as novidades da saúde na Zona Oeste e em Campo Grande, além de se dizer preocupado com questões relacionados à ordem pública. "Campo Grande está abandonado, está fora do mapa da civilização, alijado de qualquer sociedade ordeira no município do Rio de Janeiro", disse ele.

 
 
O Amarelinho - O senhor está diretamente empenhado no projeto de construção do novo Hospital Estadual Rocha Faria. Já é possível prever quando ele se torna realidade?
Vereador Dr. Gilberto – Ainda não estamos com essa perspectiva para esse ano. Já tem orçamento, já há o projeto, mas a situação financeira do estado está complicada. Até dezembro o governador vai definir a construção da unidade. É uma questão de honra para ele e para mim.
 
Qual será o destino do atual Rocha Faria após a construção da nova unidade?
O prédio não pode ser demolido e nem modificado. A ideia do governador e do secretário de saúde é transformá-lo numa mega maternidade para atendimentos de alto risco, uma referência para toda a região.
 
Esses investimentos serão suficientes para resolver as demandas da região?
Sempre teremos problemas, mas vai melhorar muito no que se refere ao atendimento emergencial. O Sistema Único de Saúde deve merecer mais atenção da Prefeitura do Rio, do Governo do Estado e do Governo Federal. A engrenagem tem que funcionar.
 
Qual o papel das Clínicas da Família?
Essas clínicas oferecem a assistência básica, que é fundamental, é a atenção primária à saúde, o tratamento preventivo, o tratamento de patologias de base, o que diminui o atendimento nas emergências. O objetivo é tratar da saúde da população e não apenas das doenças.
 
O que falta ainda para que tenhamos uma saúde melhor na Zona Oeste e, particularmente, em Campo Grande?
Temos a necessidade, como já falei, de uma unidade emergencial de maior porte, com mais espaço físico e maior número de leitos. E também de aprimorar este belo projeto implantado pelo prefeito, pois ainda existe falta de profissionais médicos em algumas unidades. E o nexo temporal entre consultas/exames e reavaliação é muito grande, concorrendo para um tratamento ineficiente. Outro indicador negativo, mas que o secretário Daniel Sorans vem corrigindo, é o deficiente sistema de regulação para procedimentos mais complexos, principalmente os cirúrgicos ambulatoriais, considerando que a falência da rede de hospitais federais contribui diretamente para que o processo deixe de ter resolutividade.
 
O Sistema Único de Saúde cumpre o seu papel a contento?
O SUS tem três esferas. Os hospitais federais no Rio estão praticamente falidos. Como presidente da Comissão de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social da Câmara Municipal do Rio já cobrei do secretário de saúde medidas imediatas, visando fazer uma radiografia da inoperância dos hospitais federais. Vamos fazer visitas e fiscalizar a utilização de grandes recursos públicos destinados às unidades federais, que, com certeza, foram mal utilizados ou nem foram, mas sempre buscando diagnóstico do problema com possíveis soluções. Aqui na nossa região necessitamos de um Rocha Faria novo, de Clínicas da Família e de Unidades de Pronto Atendimento. Mas essas unidades têm de atuar integradas, priorizando o sistema de regulação, o Sisreg.
 
Que tipo de problema essa desintegração causa?
Veja bem. Cito um exemplo: em janeiro, de 26 pacientes com traumatismo craniano no Rocha Faria, apenas quatro foram para o Pedro II, que tem um serviço de neurocirurgia de alto custo, mas mesmo assim não atende as demandas da nossa região, obrigando a transferência de pacientes para locais distantes, para serem atendidos.
 
Por que isso acontece?
Por falta de uma sistematização, por falta dessa regulação que falei há pouco. Ela têm que unir as três esferas. Um hospital de grande porte é necessário por vários motivos, para cirurgias complexas, por dispor de centro de tratamento intensivo, mas ele tem de funcionar integrado às outras unidades.
 
As Clínicas da Família cumprem um bom papel?
O programa Clínica da Família é focado no atendimento primário, é um avanço muito grande na região. A saúde na Zona Oeste ficou estagnada durante muitos anos. Isso agora mudou. Em Campo Grande ganharemos mais seis Clínica da Família, inclusive a do Arnaldo Eugênio, pela qual venho lutando há tempos, e que vai sair agora. A pedra fundamental dela deve ser lançada agora, nos próximos dias.
 
Pode-se dizer que é um projeto que diz a que veio?
Na prefeitura temos as Coordenadorias de Saúde das Áreas de Planejamento. Essa funcionalidade ainda tem que melhorar, porque hoje há deficiência de pessoal. Há deficiências que precisam ser corrigidas. Mas é um projeto que, com certeza, vai melhorar muito a qualidade de vida da população.
 
Para além das preocupações com a saúde o que o aflige na Zona Oeste e em Campo Grande?
A ordem pública. Campo Grande está abandonado, está fora do mapa da civilização, alijado de qualquer sociedade ordeira no município do Rio de Janeiro.
 
Dê um exemplo desse abandono...
A fiscalização da Guarda Municipal só funciona quando é acionada. Mas a educação e consciência do povo muito colabora com este quadro. Você já viu o número de biroscas que se multiplica na beira de pistas. A ordem pública deixa muito a desejar. Há uma qualidade ruim no seu atendimento. O governo precisa atentar para isso. Olha a Rodoviária de Campo Grande! Ela teve a sua área verde transformada em estacionamento. Ali o esgoto vaza, às vezes, em plenas plataformas. Por outro lado, a Inspetoria Regional de Licenciamento e Fiscalização fiscaliza um monte de gente que trabalha direito. Agora, para quem trabalha irregular, não há fiscalização!
 
Que argumentos o senhor, um vereador, leva ao prefeito e ao governador em suas reivindicações? 
A função do Legislativo é criar leis e fiscalizar. Agora, é necessário ter conhecimento de causa para discutir com qualidade; ter uma relação política saudável, saber mostrar as carências da região. Aliás, eu tenho que reconhecer que o prefeito Eduardo Paes foi o que mais olhou para a Zona Oeste rural. Ele nutre um carinho especial pela região. E é assim com o governador também, que tem uma história de vida na região. 


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